Matérias sobre o Fórum de Mulheres.


Companhia Artes sem Limite apresenta espetáculo “IN” no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, às 20h. 




Ampliar os espaços cênicos para proporcionar maior visibilidade às questões que envolvem o universo das pessoas com deficiência. Esse é um dos principais objetivos do espetáculo "IN", que será apresentado hoje, 25, a partir das 20h, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado. A iniciativa é promovida pela Cia. Artes sem Limite, projeto desenvolvido pelo Fórum das Mulheres com Deficiência em Mossoró.

Com duração aproximada de duas horas, o espetáculo é encenado por 20 atores/bailarinos, sendo dez mulheres e dez homens. Durante esse período, os integrantes da Cia. Artes sem Limites apresentam no palco uma série de coreografias, idealizadas com o objetivo de promover a inclusão do movimento dos limites corporais.
"Nossa proposta é conseguir visibilidade e um espaço maior na classe artística para os deficientes. O conteúdo do espetáculo foi produzido a partir das histórias de vida de cada componente", destaca o diretor-artístico e coreógrafo Herbert Menezes.
"IN" é dividido em dois atos, sendo o primeiro constituído por quatro movimentos de danças, quando são abordados temas como as dificuldades sociais enfrentadas pelos deficientes. "Queremos derrubar os mitos que envolvem os deficientes, que muitas vezes são atrelados à ideia de que, por exemplo, não podem ter filhos, ou se tiverem, as crianças também nascerão com algum problema, mitos esses da Idade Média", conta.
Na segunda parte do espetáculo, temas contemporâneos são abordados através da dança e da encenação. "Nesse momento do 'IN', temos uma integrante da Cia. que interpreta uma boneca, sendo que ela possui paralisia cerebral, e consegue realizar atividades físicas emocionantes", destaca o diretor.
Para Benômia Rebouças, diretora-geral do espetáculo, o resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Fórum das Mulheres com Deficiência em Mossoró tem sido gratificante. "A nossa ideia é mostrar para a sociedade que também somos capazes de dançar, seja através das expressões dos nossos rostos, dos movimentos com as cadeiras. As mulheres do grupo estão muito realizadas", diz.
A Cia. Arte sem Limites tem seu trabalho dividido em dois momentos, sendo que no primeiro semestre do ano trabalha a Quadrilha Junina Inclusão com Paixão, que se apresentou na Arena Deodete Dias, e no segundo semestre trabalha um espetáculo de dança para o teatro.
Para os interessados em acompanhar a apresentação de hoje à noite, as senhas podem ser adquiridas na bilheteria do Teatro Municipal Dix-huit Rosado, ao preço de R$ 20, inteira, e R$ 10, estudante.
 fontes: http://omossoroense.uol.com.br/universo/80-universo/26936-companhia-artes-sem-limite-apresenta-espetaculo-in-no-teatro-municipal-dix-huit-rosado-as-20h


Concurso de beleza é destaque no II Encontro de Mulheres com Deficiência em Mossoró

Terça-feira, 14 de Agosto de 2012 às 00:00 / Por: Redação

Será iniciado na próxima sexta-feira, 16, o II Encontro de Mulheres com Deficiência em Mossoró. O evento será aberto às 19h, com um jantar no Requinte Buffet, e na sequência será realizado o concurso "As mais belas deficientes do Oeste potiguar", um dos diferenciais da iniciativa promovida pelo Fórum de Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região, que está completando um ano de existência.
"No ano passado promovemos apenas um desfile, e para esta edição decidimos realizar um concurso, com a eleição de quatro meninas nas categorias deficiência física; auditiva; intelectual e visual, com 10 mulheres disputando cada uma delas, sendo que abrimos inscrições para o interior do Estado, e teremos a participação de representantes dos municípios de Areia Branca, Rafael Godeiro e também Mossoró", explica Benômia Rebouças, integrante do Fórum e uma das organizadoras do Encontro.
Durante o concurso, uma fotógrafa de São Paulo que dirige uma agência de modelos com deficiência, estará presente a convite da organização do evento. "Ela vai participar como jurada e vai realizar também um trabalho de pesquisa, e quem sabe até poderá descobrir um novo talento aqui, na cidade, para a sua agência", conta Benômia Rebouças.
A programação do Encontro segue até o sábado, 17, quando será apresentado, a partir das 7h, no auditório do Serviço Social da Indústria (Sesi), o II Seminário Temático Fóruns Sociais: construção e participação. "A palestra será ministrada pela professora Telma Gurgel, que destacará a importância dos fóruns sociais para a nossa categoria. Na oportunidade, também haverá a leitura do regimento do nosso Fórum", destaca a organizadora.
As atividades do II Encontro de Mulheres com Deficiência contemplam ainda a elaboração de uma carta com o tema "Mossoró acessível", documento que será entregue aos cinco candidatos à Prefeitura da cidade, e será construído tendo como base quatro pontos: acessibilidade, acesso à educação e saúde, assistência social e trabalho.
"O principal objetivo do evento é elevar a autoestima dessas mulheres, fazer com que elas possam participar de determinadas atividades que elas sempre desejaram, como é o caso de uma das meninas que estão inscritas no concurso, que tem síndrome de Down e seu maior sonho era ser modelo", pontua Benômia Rebouças, acrescentando que o público esperado durante os dois dias do Encontro é de 500 pessoas, número maior do que o registrado em 2011, quando 340 pessoas acompanharam a programação.
A entrada no evento é gratuita, sendo que estão sendo cobradas apenas as senhas para o jantar de abertura do Encontro. Os interessados podem entrar em contato através dos telefones 9903-9025/8824-1609.


Por Redação em 14/08/2012 às 10:04
II Encontro do Fórum das Mulheres com Deficiência começa quinta-feira

Tem início nesta quinta-feira, 16, no Requinte Buffet, o II Encontro do Fórum das Mulheres com Deficiência, que traz como tema ‘Fóruns sociais: Construção e participação’, segundo informa a coordenadora executiva do Fórum, Benômia Rebouças.
A abertura do evento ocorrerá à noite, com um jantar e a realização do concurso ‘As mais belas deficientes do Oeste potiguar’. A competição será dividida em quatro categorias, que incluem mulheres com deficiência física, visual, auditiva e intelectual. Cada categoria terá uma vencedora. As ganhadoras serão contempladas com um final de semana no Hotel Garbos, além de produtos de beleza, tratamento estético, roupas e lingeries. Os prêmios, segundo Benômia, foram alcançados através da colaboração de empresas.
Para a realização do concurso, a direção do Fórum abriu e divulgou edital válido para diversos municípios do Estado. As inscrições podem ser realizadas até hoje. Para concorrer, as interessadas devem entrar em contato com a organização, através dos telefones (84) 9903-9025, (84) 8824-1609 ou (84) 3321-7029. Até agora, a maior parte das inscritas é de Mossoró, mas também há competidoras de Areia Branca e Rafael Godeiro.
A mesa julgadora do concurso contará com a participação da fotógrafa de São Paulo, Kica de Castro, especialista em fotografar pessoas com necessidades especiais. Além de participar do júri, ela vem a Mossoró como olheira. Assim, Benômia informa que, do evento, poderá sair uma nova modelo potiguar.
As senhas para o evento podem ser adquiridas a partir de hoje, no Requinte Buffet, ou mediante contato através dos telefones informados.
Na sexta-feira, 17, a programação do Fórum continua com a realização do seminário que discutirá a temática do encontro: ‘Fóruns sociais: Construção e participação’. O cronograma tem início às 7h, com o cadastro dos inscritos; às 8h, será o momento da mesa de abertura, com a presença de autoridades; em seguida, às 9h, começa a palestra que será ministrada pela assistente social e professora universitária dra. Telma Gurgel. A programação inclui ainda a leitura do Estatuto do Fórum.
Na mesma data, no período da tarde, serão realizados os grupos de trabalho. Como resultado da formação dos grupos, será elaborada a ‘Carta Mossoró Acessível’. Esse documento será entregue aos cinco candidatos à Prefeitura da cidade, expondo às reivindicações das pessoas com deficiência.
“Nós queremos participar da construção das políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência”, argumenta Benômia. Após o seminário, os participantes sairão em caminhada pelas ruas da cidade.

fonte: http://www.gazetadooeste.com.br/mossoro-ii-encontro-do-forum-das-mulheres-com-deficiencia-comeca-quinta-feira-3584



Modelos especiais

Publicação: 16 de Agosto de 2012 às 00:00
A turma do Fórum de Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região – FMDMR, realiza o seu II Encontro com uma programação direcionada as mulheres com deficiência, hoje e amanhã. Destaque para o concurso “As Mais Belas Deficientes do Oeste Potiguar” em parceria com a Tráfego Moldels que vai acontecer, hoje, durante a abertura no Requinte Buffet, às 19h.
Serão quarenta candidatas divididas nas categorias: Visual, física, auditiva e intelectual. As vencedoras ganharão vários prêmios, entre eles, um fim de semana no Hotel Garbos e um contrato com Kika de Castro, para sua agência de modelos especiais em São Paulo/SP








Por Redação em 18/08/2012 às 13:29
Mulheres revelam beleza sem limites
Mossoró sediou esta semana o primeiro concurso 'As mais belas deficientes do Oeste potiguar'

Luciana Araújo
Da Redação

Altas, baixas, gordas ou magras. Loiras, morenas, negras, ruivas, deficientes ou não. Muitas são as diferenças. No meio delas, um ponto em comum, a beleza. Para quem acha que o belo obedece a um padrão, 35 mulheres com diferentes tipos de deficiência - física, visual, auditiva e intelectual - provaram o contrário. Durante a realização do concurso 'As mais belas deficientes do Oeste potiguar', elas deram um show na passarela. 

O evento foi realizado no Requinte Buffet, na quinta-feira, 16. O objetivo era incentivar as participantes e promover o resgate à autoestima das mulheres com deficiência, segundo informou Josilene Lacerda, uma das idealizadoras do concurso e, ao mesmo tempo, participante.

O resultado do concurso elegeu Kaline Louise como a mais bela mulher a concorrer na categoria de deficiência física; Jéssica, na categoria deficiência intelectual; Maria Isabel, deficiência auditiva; e Ana Raquel, na categoria deficiência visual.

Embora só quatro tenham sido eleitas, todas as competidoras foram campeãs em mostrar que a beleza não tem limitação. Na ocasião, cada uma, com seus respectivos pontos fortes, deu o melhor de si para alcançar a meta desejada.

"Tem que buscar a autoestima, tem que buscar a beleza, porque todo mundo tem a sua beleza", diz Josilene Lacerda. Ela, que é cadeirante e convive bem com sua deficiência, sabe valorizar os pontos fortes. "Eu acho que é o meu sorriso. Eu acho que meu sorriso é uma porta de entrada, um raio de sol", diz sorridente. 

Essa também foi a arma utilizada por Maria Estela Bernardo Paulo, de 20 anos. Nervosa, como toda iniciante, ela conta que sempre 
sonhou em ser modelo e, inclusive, se via nas passarelas. Para o concurso, Estela levou até torcida, composta pela tia e por alguns admiradores. 

Veterana nas passarelas, Maria Isabel Carlos Maia nasceu em Mossoró, mas mora em Natal e veio para participar do concurso. Eleita miss simpatia de Almino Afonso, a sua autoestima também poderia lhe render um título. Confiante, Isabel não sabe eleger uma só característica como destaque, elege como ponto forte 'o geral', como ela mesma diz. Para ela, todas as pessoas são bonitas.

Para Isabel, a deficiência não foi encarada como limitação. Formada em Gastronomia e bastante comunicativa, ela se descreve como uma pessoa feliz, que convive bem com sua surdez. Utilizando como acessórios, principalmente, a alegria, ela foi vencedora na sua categoria. 

Laércia Maria de Oliveira Pereira, que é deficiente visual, subiu em uma passarela pela primeira vez, mas isso não diminuiu seu entusiasmo. "A gente traça os objetivos para alcançar as metas. Não é porque eu tenho uma deficiência que não vou ter metas", afirma. "A gente tem que ter coragem e determinação para superar as barreiras, porque limitações somos nós quem criamos", acrescenta Laércia. 

"O que eu gosto mais é das minhas pernas, que são grossas, o meu corpo, que é malhado", reforça Laércia, que há dez anos sua para manter a forma.


‘Todas são belas, a beleza existe em todo mundo’

No júri que fez a seleção das eleitas, estava a publicitária e fotógrafa Kica de Castro, de São Paulo, especialista em fotografar pessoas com deficiências e dona de uma agência que trabalha, exclusivamente, com modelos que possuem algum tipo de deficiência. Além de jurada, ela participou do encontro também como olheira.

Para estimular as mulheres a olharem para o que têm de melhor, Kica diz que a receita é simples. A partir do trabalho como fotógrafa, ela expõe essa beleza e mostra a necessidade, comum a qualquer mulher, de um retoque, que pode ser com a maquiagem, por exemplo. "A melhor maquiagem que existe é a felicidade", ressalta.

"Todas são belas, a beleza existe em todo mundo", lembra Kica de Castro. Ela também lembra que o fato de uma pessoa possuir alguma deficiência não a torna menos bonita: "Beleza e deficiência não são palavras opostas".

"A primeira coisa que eu falo para todo mundo é: você tem que se amar acima de tudo", ressalta. A fotógrafa também comenta que 
beleza é algo individual e, apesar dos estilos pregados pela mídia, não há um padrão. 

O trabalho desenvolvido por Kica de Castro visa o resgate da autoestima e é uma forma de mostrar que há um mercado de trabalho voltado para o segmento, além de fazer a sociedade ver que essas pessoas são capazes de exercer uma atividade com qualidade.
São 80 modelos, entre homens e mulheres com idade entre cinco e 60 anos seguindo carreira nacional, além de alguns que também realizam trabalhos fora do Brasil. Todos eles possuem algum tipo de deficiência, embora a predominância seja a deficiência física. 

Publicitária, Kica conta que começou como fotógrafa no ano de 2000. E, em 2002, realizou algumas ações em um centro de reabilitação para pessoas com deficiência. No início, ela praticava a fototerapia, um modo de fazer com que as mulheres reconhecessem a própria beleza em fotos tiradas em uma máquina analógica, sem qualquer manipulação.

A introdução no mercado inclusivo se deu por intermédio de uma modelo que, até hoje, trabalha com Kica. Como boa parte das jovens, Patrícia Lopes sonhava em ser modelo e iria dar mais um passo em direção ao sonho com a produção de mais um book. 
Três dias antes de posar para as fotos, sofreu um acidente que provocou lesão medular, deixando-a paraplégica. As portas do mercado se fecharam. Mas ela decidiu que perseguiria a carreira mesmo assim. Pediu a ajuda de Kica, fez suas fotos e indicou alguns profissionais que poderiam ajudá-la a entrar no mundo da moda. Porém, esses profissionais não foram receptivos. 
Foi então que Patrícia fez uma provocação e disse que, se Kica a ajudasse, não se arrependeria em dar a oportunidade. Assim aconteceu. 

Em 2005 estava aberta a Kica de Castro - Agência de modelos para pessoas com deficiência.
A profissional conta que a maioria das pessoas que têm vergonha o fazem porque não há apoio em casa. Além disso, a mídia estipula um padrão de beleza único.

Mas uma vez que a possível modelo aceita se profissionalizar, a cobrança é a mesma que seria feita para qualquer outra mulher que não tivesse nenhuma deficiência. Kica se diz até meio ditadura com as cobranças com a alimentação e a vaidade. A única diferença é que a preocupação com a acessibilidade aumenta e, ao invés de pensar em acessórios como bolsas, sapatos e colares, ela visualiza o cenário pensando em outras questões, como o local ideal para colocar uma cadeira de rodas, por exemplo. 

Em suas campanhas publicitárias, ela costuma misturar as minorias. Como em um outdoor que traz uma cadeirante e um homem negro em um clima romântico e ousado. "Uma das coisas que eu quero, realmente, é fazer a inclusão e, para mim, inclusão é todo mundo junto e misturado", comenta.



Inserção profissional ainda é desafio
Paulo Sérgio Freire
Da Redação


Falta fiscalização para o combate à discriminação de pessoas com deficiência no trabalho, sobretudo, na iniciativa privada. Essa foi uma das conclusões feitas pelos participantes do 1º Fórum de Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região que se encerrou nesta sexta-feira e que foi aberto na quinta, 11. O evento foi promovido pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Associação dos Deficientes Físicos de Mossoró (ADEFIM), além da Associação dos Deficientes Visuais de Mossoró (ADVM).

Com o tema Mulheres com Deficiência: Ocupando Espaços. O encontro teve seu primeiro dia realizado no Requinte Buffet e encerramento no auditório da Igreja dos Mórmons, localizada no Centro de Mossoró. "Estamos bastante satisfeitas com a dimensão do evento, no primeiro mais de 300 mulheres participaram da abertura e durante o fórum tivemos uma média de 200 a 250 participantes", explica Benômia Rebouças - pedagoga e uma das organizadoras do evento. 

As discussões envolvendo a mulher deficiente abrangeram não apenas aspectos profissionais, envolveram também temas ligados à família e à educação. No âmbito profissional, Benômia explica que existe legislação que garante acesso aos deficientes físicos ao mercado de trabalho. No entanto, muitos desconhecem essa garantia e ainda existem dificuldades impostas pelo setor privado, explica ela. "Aqui em Mossoró, as empresas lembram logo nos custos que um deficiente poderia trazer e com isso dificultam a contratação", diz Rebouças. A posição contraria à legislação brasileira que garante ao deficiente físico estar integrado ao corpo de funcionários tanto na esfera pública (5% do efetivo) quanto na esfera profissional (2% do efetivo para empresas com mais de 100 funcionários). Além disso, segundo Benômia, existe o agravante da falta de pessoal na delegacia do Ministério do Trabalho em Mossoró a fim de coibir "possíveis abusos e infrações cometidas pelas empresas". 



DEBATES

O Fórum de Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região contou com a participação de diversas entidades ligadas direta ou indiretamente. Temas como a "Saúde e sexualidade da Mulher com deficiência: mitos e verdades" e "Garantia de seus direitos" chamaram a atenção. "O que observamos é que até mesmo os deficientes não sabem de seus direitos e a quem recorrer", diz Benômia, que cita como exemplo o desconhecimento da existência de uma Promotoria que visa defender os direitos do deficiente. "Muitos nem sabem que existe a Promotoria de defesa da pessoa com deficiência, do idoso e das minorias", diz. O 1º Fórum de Mulheres com deficiência terminou com uma caminhada até à Praça Rodolfo Fernandes, no Centro da cidade.









Encontro debate socialização de mulheres com deficiência


Resgatar a autoestima das mulheres que se sentem aprisionadas em suas próprias deficiências. Esse é o objetivo do I Encontro de Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região, que será realizado hoje, 12 e amanhã, 13. De acordo com Renata Fernandes, uma das organizadoras do evento, a ideia do encontro surgiu a partir da constatação de que muitas mulheres portadoras de necessidades especiais em Mossoró estavam passando por problemas de saúde devido ao distanciamento com a sociedade.
"O encontro foi criado a partir da nossa percepção que diversas mulheres deficientes sofriam com depressão e outros problemas, pois abdicavam do convívio em sociedade. Nossa intenção é mostrar a essas mulheres que elas são capazes de terem uma vida normal", afirma. O Encontro será iniciado às 19h, no Requinte Buffet, onde haverá um desfile de moda com 25 mulheres cadeirantes da região, seguido por um jantar de confraternização e música ao vivo. O público também terá a oportunidade de conferir uma exposição do fotógrafo Ricardo Lopes. Amanhã, a deficiência física e sua relação com a autoestima será tema dos debates, a partir das 8h, na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecida como Igreja dos Mórmons.
A sexualidade da mulher com deficiência também será um dos assuntos debatidos na programação de amanhã, 13, que contará com a participação de especialistas e convidados. Logo após o fim das discussões, o grupo seguirá em direção à praça Rodolfo Fernandes, conhecida como Praça do Pax, em ato público, onde será oficializada a criação do Fórum das Mulheres com Deficiência.
"O Fórum será mais uma ferramenta para que essas mulheres possam mostrar a sua força. "A sociedade já é preconceituosa com as mulheres em geral, mas quando elas possuem algum tipo de deficiência, esse preconceito é ainda maior, partindo muitas vezes da própria família", explica Renata.
A expectativa das organizadoras é que pelo menos 350 pessoas participem do Encontro. A entrada custa R$ 15 e o dinheiro arrecadado será usado para cobrir os custos com a organização.
Última atualização em Quarta-feira, 11 de Maio de 2011 às 20:12   

fonte: www.omossoroense.com.br/cotidiano/592-encontro-debate-socializacao-de-mulheres




Requinte Buffet sedia Encontro de Mulheres com Deficiência

10.05.2011

O Primeiro Encontro de Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região acontece de 12 a 13 de maio. No primeiro dia, o evento acontece no Requinte Buffet. A casa de recepções é uma das apoiadoras que contribuíram para a realização do encontro. “O Requinte Buffet disponibilizou o espaço e o jantar praticamente sem custo. É do nosso interesse viabilizar eventos como esse que priorizam causas tão nobres”, conta Socorro Paiva, diretora do Requinte.

Várias palestras estão programadas para este encontro, principalmente em relação à saúde da mulher, sua sexualidade, entre outros assuntos. O tema é : Mulheres com Deficiência: Ocupando Espaços. Participam entidades como a Associação dos Deficientes Visuais de Mossoró (ADVM), Associação dos Deficientes Físicos de Mossoró (ADEFIM), Associação dos Surdos de Mossoró (ASMO) e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

O Primeiro Encontro de Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região acontece no Requinte Buffet a partir das 19h00 neste dia 12, quinta-feira.

fonte: http://www.requintebuffet.com/site/ver_noticia/35



Modelos por um dia!
Pela primeira vez, um grupo de mulheres com deficiência pousa para fotos em Mossoró; trabalho culminou em uma exposição e também desfile

JANAÍNA HOLANDA
Da Redação
A vida de modelo fascina muita  gente, principalmente o público feminino. Mulheres que nunca pensaram em estar diante de uma  câmera como "modelos", de repente   vivem essa experiência. Foi o que aconteceu na última  semana por um grupo de mulheres  com deficiência de Mossoró.
E no espírito de humor, as cadeirantes fotografaram com as cadeiras de rodas, mas não sentadanelas. As surdas usaram fones de  ouvido, enquanto as com deficiência auditiva faziam imagem de binóculos ou usaram máquinas fotográficas, como se estivessem tirando fotos. Ao todo, foram três dias de trabalho em estúdio, mas nada que exigisse uma produção grandiosa. "Não usamos nada de exageros, simplesmente alguns adereços. A  produção delas também foi na medida. Elas usaram roupas delas mesmas e a maquiagem e o cabelo também bem naturais", falou Ricardo. O ensaio foi feito com 26 mulheres e a exposição contou com 52 fotografias. Mesmo sem cronograma de exposição programado, a expectativa é que o ensaio seja apresentado mais vezes na cidade. "Ainda não definimos nada, mas acredito que a exposição irá percorrer mais espaços. Creio que esse trabalho vai trazer muitas coisas boas", comentou Ricardo. 
As mulheres que participaram  do ensaio fotográfico integram órgãos como: Associação dos Deficientes 
Físicos de Mossoró (ADEFIM), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e Associação dos Surdos de Mossoró (ASMO). Veja o resultado da sessão de fotos realizada por um grupo dmulheres com deficiências em Mossoró.





"foto mostra uma mulher com deficiência fisica em pé, ela usa um tutor na perna esquerda, esta encostada num móvel onde tem vários livros em cima, e segura um livro de alta ajuda na mão direita, ela usa um vestido longo estampado estilo cigano, cabelos soltos com algumas trancinhas, sorri para as lentes do fotografo."
Pela primeira vez, um grupo de mulheres com deficiência pousa para fotos  






Elas relatam experiências

Mais que tirar fotos e desfilar, viver a experiência de modelo foi especial para esse grupo de mulheres, pois o trabalho revelou não só a beleza captada pelas lentes de um fotógrafo profissional, mas ajudou a melhorar a autoestima e até a descobrir potenciais.
"Eu não sabia que ia me sentir tão bem, bonita, foi uma experiência muito boa, muito gratificante", falou Cláudia Medeiros, 37, que é cadeirante. Casada há 14 anos, Cláudia tem uma filha de 11 anos.


Ela afirma que esse tipo de trabalho resgata a autoestima das pessoas, principalmente de quem tem deficiência, já que esse público em especial é muitas vezes vítima de preconceito e por conta disso desenvolve depressão e
outros problemas. Para ela, o grande desafio de um cadeirante hoje não é
nem a aceitação na sociedade, mas, conquistar independência. "Apesar de todas as políticas e programas, a gente não consegue ter independência, principalmente, em se locomover. Hoje em Mossoró é praticamente impossí- vel fazer isso sozinha, andar pelo centro. Nossa luta ainda é grande", comentou. 


Foto 01 - Claudia Medeiros
"foto de uma mulher cadeirante, sentada num banco de ferro com almofada, ao seu lado esquerdo sua cadeira de rodas, ela esta vestida com um vestido longo e se debruçando sobre o braço direito."

Assim como Cláudia, Renata Fernandes, 33, adorou a experiência de viver um dia de modelo, principalmente o frisson dos bastidores de um desfile. Essa entrevista, inclusive, foi feita entre uma sessão de maquiagem e penteado.
"Estamos sendo maquiadas e penteadas por profissionais e eu estou curtindo cada momento. Minha filha, inclusive, será a dama de honra de uma noiva cadeirante, será emocionante", falou.
Renata teve paralisia infantil e por causa disso se locomove com ajuda de uma cadeira de rodas ou de aparelhos especiais. 

Foto 02 - Renata Fernandes.

"foto de uma mulher cadeirante, deitada no chão com a sua cadeira de rodas deitada também, e ela colocando suas pernas em cima da cadeira, ela esta com os olhos fechados"

A também professora Leila Mônica, 24, aproveitou a experiência para aperfeiçoar passarela e fotografar. Até porque em julho, ela estará em Natal representando Mossoró no concurso A Mais Bela Deficiente Visual do Brasil.
"É um concurso bastante concorrido, mas eu vou procurar dar o meu melhor e representar bem a minha cidade. Esse desfile e a sessão de fotos me ajudaram muito", falou. Com seu carisma, meio tí-mida, Leila se saiu muito
bem tanto no ensaio fotográfico, quanto na passarela. 

Foto 03
Leila Mônica

"foto de uma mulher so de rosto, ela tem visão monocular, esta segurando a cabeça para traz e sorrindo levemente"

 "Tem cada menina linda, com potencial, espero que esse ensaio ajude a abrir portas", falou o fotógrafo Ricardo Lopes. Para o desfile, o grupo
conseguiu patrocínio de roupas de lojas e apoio de profissionais da cidade


fonte:http://www.defato.com/domingo/mulher.pdf

0 comentários:

Postar um comentário

Projeto do FMDMR.

Projeto do FMDMR.
Cia. Artes sem Limites

Divulgação do II Encontro de Mulheres com Deficiência

Divulgação do II Encontro de Mulheres com Deficiência
O Cartaz de divulgação do Concurso As Mais Belas Deficientes do Oeste Potiguar.
Ocorreu um erro neste gadget
Ocorreu um erro neste gadget

Parceiro:

Parceiro:
Comissão de Apoio as Pessoas com Necessidades Especiais da OAB/MOSSORÓ.

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Mensagem ao dia 08 de Março...nota saiu nos jornais da cidade.